Amor Eterno: Promessas e Juramentos de Amor


 Cecília e seu marido Lucivando, um casal apaixonado, estavam desfrutando de um momento romântico em uma calçada na Aldeota, bairro nobre de Fortaleza . Antes, porém, houve uma comemoração: um ano de casamento. 

Durante esse ano de relacionamento, o casal apaixonado viveu momentos maravilhosos juntos. Eles compartilharam risadas, lágrimas, aventuras e conquistas. Passaram por altos e baixos, mas sempre encontraram forças um no outro para superar os desafios. Nesta data especial, eles decidiram comemorar seu amor em um almoço em um restaurante caro. Eles se vestiram elegantemente e foram recebidos com um serviço impecável. O ambiente era aconchegante e romântico, perfeito para celebrar essa ocasião tão especial.

Ao final do almoço, brindaram ao futuro e aos muitos anos de amor que ainda estavam por vir. Saíram do restaurante de mãos dadas, cheios de gratidão pelo relacionamento que tinham construído juntos. Naquele começo de tarde, ela lembrou que, quando adolescente, em sonho viu uma mulher com roupas exóticas e essa disse que ela podia fazer um pedido. Então, pediu um marido exatamente como era o Lucivando, o amor da sua vida.

Enquanto eles se beijavam ternamente numa calçada em uma rua movimentada daquele bairro nobre, um carro desgovernado veio em alta velocidade em direção a eles. Em um instante horrível, Cecília e Lucivando foram atropelados brutalmente. 

O impacto foi tão forte que Cecília perdeu a consciência por alguns instantes. Quando ela finalmente recobrou os sentidos, ela se deparou com uma cena de horror diante dela. Lucivando estava estendido no chão, imóvel e já sem vida. O motorista, desesperado, tentou fugir da cena do acidente, mas a multidão de pessoas que testemunhou o ocorrido logo o deteve, impedindo sua fuga. Cecília sentiu todo seu mundo desabar quando percebeu que havia perdido o amor de sua vida. 

A avenida movimentada da cidade tinha sido um cenário de calma e ordem, mas agora estava mergulhada em um caos completo. Carros bloqueavam a via em todas as direções, buzinas tocavam incessantemente, e as expressões de frustração e desespero estampavam os rostos dos motoristas e pedestres.

 O trânsito, geralmente fluído, havia se transformado em um emaranhado labiríntico de veículos parados, engarrafados por quilômetros a fio. Os sinais de trânsito pareciam apenas decorações inúteis, enquanto as pessoas tentavam desesperadamente encontrar uma saída daquela situação caótica. 

 Algumas pessoas, incapazes de tolerar o atraso, começaram a agir de forma irracional. Motoristas desesperados abandonavam seus carros no meio da pista e optavam por caminhar, transformando o asfalto congestionado em uma enorme pista de obstáculos. Outros, impacientes, dirigiam na contramão em tentativas desesperadas de encontrar rotas alternativas, ignorando completamente o perigo que isso representava. 

 A tensão estava palpável no ar. Discussões acaloradas ecoavam entre os motoristas, trocando insultos e gestos raivosos. Os pedestres, no meio da confusão, buscavam refúgio nas calçadas abarrotadas, tentando evitar o caos no asfalto. A situação parecia fora de controle. As vozes exaltadas combinavam-se aos ruídos dos motores e criando uma sinfonia caótica e ensurdecedora.

A sensação de impotência e desespero se irradiava por toda a avenida movimentada, deixando um sentimento de angústia pairando sobre os presentes. Embora moradores de classe média, acostumados com uma vida cotidiana relativamente pacífica, agora se encontrassem presos em um cenário surreal de caos e desordem. Aquela avenida, habitualmente repleta de rotinas estruturadas e segurança, transformou-se em um cenário apocalíptico, onde cada indivíduo sentia-se abandonado e vulnerável. 

Cecília olhou com horror para o corpo de Lucivando estendido no chão enquanto as sirenes das ambulâncias e os gritos das pessoas ao seu redor ecoavam em seus ouvidos. Sua mente estava turva, incapaz de processar completamente a tragédia que acabara de acontecer. Enquanto ela tentava se recompor do choque, algo estranho começou a acontecer. Uma bruma dourada envolveu o local do acidente.

Enquanto isso,  as pessoas se uniam para conter o motorista, contido por populares ao tentar evadir-se. Cecília ficou paralisada pelo medo e pela dor indescritível que permeava seu ser. Ela sentia que nenhuma força sobrenatural viria em seu auxílio, apenas a solidão e o desespero.

Cecília estava em choque, seus olhos encheram-se de lágrimas enquanto ela se ajoelhava ao lado do corpo inerte de seu marido, Lucivando. O impacto do atropelamento ainda ecoava em sua mente, parecendo mais uma cena de um pesadelo do que da vida real. As pessoas ao redor, sentindo a dor e o desespero de Cecília, correram ao seu encontro. Os populares cercaram o motorista irresponsável, impedindo qualquer possibilidade de fuga.

Cecília sentiu seu coração apertar de medo ao observar o motorista possuído lutando contra a multidão. As facas nas mãos dele brilhavam com uma malícia sinistra, dançando como extensões de sua própria aura demoníaca. O horror da situação estava longe de acabar. 


 Enquanto as pessoas se uniam para conter o motorista, Cecília ficou paralisada pelo medo e pela dor indescritível que permeava seu ser. Ela sentia que nenhuma força sobrenatural viria em seu auxílio, apenas a solidão e o desespero.

Uma figura se aproximou dela, emanando uma aura de sabedoria e poder. Era uma mulher vestida com roupas antigas e portando um cajado com continhas entalhadas nele. 

- Acalme-se, minha querida, disse a mulher com uma voz suave e reconfortante. 

- Sinto muita dor no corpo e na alma.

- Posso aliviar a dor do corpo. Respondeu a mulher de roupa excêntrica.

- Quero estar com ele. Sem amor sem vida.

Em meio ao caos do trânsito, ouviu a sirene de uma ambulância. O casal jazia no asfalto, sem dor, sem vida.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Madalena, a mulher de cabelo de fogo

Sedução e mistério no Parque dos Horrores

A incrível invasão dos aliens na Praia do Futuro